6 coisas que as pessoas pensam que são terríveis para as suas finanças pessoais e que na verdade não são

Neste artigo vamos derrubar alguns mitos muito comuns sobre finanças pessoais para que você deixe de acreditar que algumas coisas são terríveis para o seu dinheiro quando realmente não é esse o caso.

6 coisas que as pessoas pensam que são terríveis para as suas finanças pessoais e que na verdade não são

1. Arrendar em vez de comprar

Embora muitos especialistas financeiros enalteçam os benefícios da compra de casa a longo prazo, não é correto pensar que alguém está a desperdiçar dinheiro ao arrendar.

Ben Carlson (gerente de fortunas e blogger) afirma o seguinte:

“Acho que para os jovens, o arrendamento é subestimado. Quando você é jovem, o arrendamento dá-lhe mais opções. As pessoas dizem que não querem pagar a hipoteca de outra pessoa, mas eu acho que especialmente quando você é jovem e não está amarrado, isso dá-lhe a capacidade de pegar nas suas coisas e mudar-se para uma outra cidade para aceitar um trabalho, por exemplo. Além disso, uma casa é muito mais cara do que as pessoas pensam. É ​​mais do que apenas uma hipoteca.”

Na verdade, ao contrário dos proprietários, os inquilinos não pagam impostos imobiliários (como o IMI), juros de crédito à habitação ou custos de manutenção. Mas tenha em mente que os mercados imobiliários variam muito de cidade para cidade, por isso poderá ser mais barato comprar do que arrendar em algumas cidades, e vice-versa. Em última análise, quer você compre ou arrende, você deve apontar para uma prestação mensal total que seja inferior a 30% dos seus rendimentos mensais.

 

2. Pagar em primeiro lugar as dívidas mais pequenas

Apesar da sabedoria convencional nos dizer que devemos pagar primeiro as dívidas com taxas de juro mais elevadas, uma pesquisa da Harvard Business Review sugere precisamente o contrário.

Olhando estritamente para os números, é obviamente mais inteligente pagar em primeiro lugar as dívidas que carregam as taxas de juros mais altas. Dessa forma, você estará eliminando juros tão rápido quanto possível e não acaba ficando a dever ainda mais. Mas os pesquisadores da HBR (Harvard Business Review) concluíram após uma série de experimentos que era mais motivador para os participantes verem pequenas dívidas desaparecerem.

“Concentrar-se em pagar a dívida de menor valor tende a ter o efeito mais poderoso sobre o senso de progresso das pessoas – aumentando a sua motivação para continuar a pagar as dívidas”, afirma Remi Trudel, um dos pesquisadores da HBR.

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3. Manter as suas finanças separadas das do seu parceiro/a

Uma das conversas mais importantes a ter antes do casamento é falar sobre a questão do dinheiro. Qual é a situação financeira do seu parceiro? Tem dívidas? Tem poupanças? Está investindo? Para alguns casais, estas questões são o preâmbulo da fusão das finanças, mas não é o caso de todos.

A decisão consciente de não compartilhar uma conta bancária é perfeitamente razoável, desde que você não esconda nada do seu parceiro. Há muitos casos em que pode ser mais inteligente manter as finanças separadas num relacionamento, por exemplo se um for muito melhor a gerir o dinheiro do que o outro ou se houver união de famílias. Mas independentemente de você compartilhar uma conta ou não, é crucial ter uma conversa aberta e honesta sobre os seus hábitos financeiros e objetivos.

Uma outra opção, é criar um sistema “seu, meu e nosso”. Ou seja, uma conta conjunta para as despesas domésticas e contas separadas para manter alguma liberdade individual.

 

4. Acumular dívidas

A noção de estar em dívida não é deveras atrativa. Ninguém gosta de estar a dever dinheiro.

Mas estar livre de dívidas também pode não ser tão bom como parece. Na verdade, existem casos em que pedir dinheiro emprestado pode realmente ajudar você a avançar, como por exemplo obter financiamento para a sua educação ou para comprar casa.

Em suma, contrair dívida não é ruim se isso proporcionar um claro ganho financeiro.

 

5. Não ter um orçamento definido

Ter um orçamento definido pode ser uma ferramenta incrivelmente útil para algumas pessoas, especialmente para aqueles que gastam de forma irracional. Mas isso não significa que todas as pessoas devem ter um orçamento rigoroso. É perfeitamente possível ser financeiramente responsável sem ter um orçamento rígido.

“As pessoas tentam manter-se dentro de um orçamento e, em seguida, depois de dois ou três meses, elas perdem a cabeça, elas odeiam”, afirma David Bach (autor best-seller e self-made millionaire).

Bach compara o orçamento a fazer uma dieta ou exercício físico: Se não for agradável, o mais provável é você deixar de o fazer. Mas se você não é fã de orçamentos, você deve pelo menos registar os seus gastos numa folha de papel ou numa folha de cálculo personalizada. Isso permite que você gaste como faria normalmente e fazer ajustes quando for necessário.

Você também deve seguir o plano de “pagar a si próprio primeiro”, diz David Bach. E, sempre que você é pago, coloque dinheiro nos seus investimentos, poupanças reforma e fundo de emergência antes de qualquer outra coisa. Melhor ainda, automatize esses procedimentos para não ter sequer de pensar nisso. Assim você fica livre para usar o resto do seu salário para pagar contas, comprar mantimentos e outras despesas, depois de já ter posto de lado pelo menos 20%.

 

6. Investir quando você não é um “investidor”

Embora possa parecer intimidante, investir é um “jogo” que qualquer pessoa pode jogar. Você não tem que ser um génio a escolher ações ou ganhar um salário muito alto para obter grandes retornos a longo prazo.

Na verdade, de acordo com John C. Bogle, o lendário fundador e ex-CEO do Vanguard Mutual Fund Group, a melhor maneira para uma pessoa média ganhar dinheiro no mercado é investir em fundos de índice, também conhecidos como ETF´s (Exchange Traded Funds).

O “fundo de índice clássico”, que ele define como reunindo muitas, muitas ações e operando com despesas mínimas e alta eficiência tributária, funciona por duas razões principais: Eles são amplamente diversificados, o que elimina o risco de investir em ações individuais e são de baixo custo (low cost).

Lembre-se sempre que no longo prazo, é melhor estar no mercado, mesmo num mercado volátil, do que ficar fora dele.

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